

Os termas romanos possuem um valor cultural, histórico e social; marcaram profundamente a Europa, desde a Antiguidade até à Idade Média. Os primeiros termas públicos foram construídos para uso de uma população modesta, mas desenvolveram‑se rapidamente para se tornarem um elemento essencial do urbanismo romano, símbolo de poder e riqueza. Representavam o modo de vida do cidadão romano, atento aos cuidados do corpo e ávido de convívio social e amistoso. Era depois do prandium (refeição do meio‑dia) que os Romanos iam lavar‑se e distrair‑se nos termas, onde se cumpria um verdadeiro “rito de socialidade”.
O legado que nos deixaram inspirou‑nos a trabalhar a experiência dos termas como um mergulho na história. No nosso projeto Balnea, esta prática transforma‑se numa imersão sensorial e corporal. Ao repensar o ritual do banho através de quatro etapas distribuídas por 2000 m² de termas, o Balnea oferece aos visitantes a oportunidade de se libertarem da roupa através da água, dos seus diferentes estados e dos rituais associados ao banho.
O Balnea é um complexo de luxo situado na pequena coroa de Paris, mais precisamente em Colombes. As suas inspirações arquitetónicas foram retiradas dos maiores termas alguma vez construídos: os Termas de Caracalla, do século III d.C., em Roma. Elementos contemporâneos foram integrados para criar um novo espaço de linguagem.

















